segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Rio poluído há sete mil anos

     Uma equipa de investigadores descobriu, na região de Wadi Faynan, na Jordânia, o que pode ser o primeiro rio poluído do mundo. O leito, agora seco, terá sido contaminado há cerca de 7000 anos, pela combustão do cobre.
     Nos alvores da Idade do Bronze, as pessoas começaram a trocar a pedra pelo metal na criação de ferramentas. Os achados em Wadi Faynan sugerem que os seus habitantes estariam na fase inicial da primeira revolução industrial do mundo.
     Desta atividade metalúrgica ao longo de milhares de anos permanecem resíduos: cobre, chumbo, zinco, cádmio, arsénico, mercúrio e tálio. Ao longo do tempo, as plantas absorveram-nos e as pessoas e os animais comeram-nos, tendo sofrido problemas de saúde, como infertilidade, malformações ou morte prematura.


Duarte Duarte (7.ºA)



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Síndrome de ativação dos mastócitos

     O síndrome de ativação dos mastócitos é uma doença que afeta o sistema imunitário. Os mastócitos, células presentes na maior parte dos tecidos, desempenham um importante papel nas alergias. Este síndrome faz com que se tenha reações alérgicas, consequências de um funcionamento equivocado do sistema imunológico. Porém, os sintomas e severidade da doença variam de pessoa para pessoa.
     Johanna Watkins está a ser falada em todo o Mundo: norte-americana de vinte e nove anos, é alérgica a quase tudo, incluindo ao odor do marido, o que a torna altamente exposta ao risco de choques anafiláticos (reações alérgicas graves que surgem poucos segundos, ou minutos, após estar em contacto com uma substância a que se tem alergia), cuja rápida progressão pode ser fatal. Basta o simples cheiro de uma pizaria do bairro, do fumo de tabaco arrastado pelo vento ou os vapores oriundos de uma cozinha para lhe causar uma alergia fatal.

                                 

     Este problema foi-lhe diagnosticado há três anos, mas, ultimamente, os sintomas estão-se a agravar ainda mais. Desde há algum tempo, quando encostava a sua cara à de Scott, tossia, mas até então o casal mantinha uma vida normal.  Casados desde 2013, foi durante o último ano que a rápida progressão da doença tornou impossível que o casal mantenha proximidade física. A sua sensibilidade é tal que necessita de permanecer em locais cobertos por materiais plásticos. Por isso mesmo, dorme sozinha no sótão do apartamento de uns amigos, com portas e janelas seladas, onde só circula ar purificado e de onde só sai para ir ao médico. Uma solução provisória, uma vez que a casa dos Watkins está a ser alterada para se tornar um espaço seguro para Johanna.
     Johanna, que acredita numa solução médica, diz que ter o marido na mesma casa, a uma chamada de distância, é por si só reconfortante e não deixa de apreciar as bênçãos que preenchem a sua vida.


Mariana Rocha (8.º A)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Manatim mais velho do mundo

     O manatim Snooty fez 68 anos e tornou-se o mais velho do mundo. Ele vive em cativeiro no South Florida Museum (Estados Unidos), para onde foi levado com 11 meses.
     A longevidade de Snooty é atribuída às boas condições do espaço que partilha com outros dois manatins. Eles vivem numa piscina com 230 mil litros de água. No estado selvagem, a sua esperança de vida seria de 10 anos.
     Chamados "vacas do mar" e caracterizados por serem dóceis, estes animais são vulneráveis à atividade piscatória. Os choques com barcos e os detritos são causas de morte entre a espécie.


Duarte Duarte (7.º A)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Como é que as aves perderam os dentes? Um novo dinossauro ajuda a explicar

     Encontraram-se na China fósseis de uma espécie de dinossauro invulgar: os seus indivíduos recém-nascidos tinham dentes, os adultos já não. A descoberta desta espécie de dinossauro, cujos indivíduos iam perdendo os dentes à medida que cresciam e que não voltavam a nascer, pode ajudar a compreender o aparecimento do bico nas aves, uma vez que as aves primitivas possuíam dentes.
     O Limusaurus inextricabilis trata-se de uma espécie de dinossauro bípede que é do grupo dos terópodes, a partir do qual evoluíram as aves, segundo os paleontólogos envolvidos neste estudo científico. Assim, a equipa estudou 19 esqueletos fossilizados e bem conservados do Limusaurus inextricabilis, sendo que entre eles encontravam-se desde recém-nascidos até adultos.
     Ora, o esqueleto de um bebé Limusaurus tinha pequenos dentes afiados, enquanto os adultos já não os tinham. “Esta descoberta é importante por duas razões: primeiro, é extremamente raro encontrar uma série de esqueletos da mesma espécie de dinossauros, distribuindo-se desde o nascimento até à idade adulta; segundo, estas modificações anatómicas invulgarmente drásticas sugerem uma mudança importante do regime alimentar dos Limusaurus.”, sublinha James Clark, professor de biologia na Universidade George Washington e outro dos autores do artigo científico.
     Os fósseis indicam que os Limusaurus muito jovens poderão ter sido carnívoros ou omnívoros, enquanto os adultos seria apenas herbívoros e não precisariam assim de dentes, que serviriam principalmente para mastigar carne. As análises a substâncias químicas nos ossos confirmam esta hipótese, dizem os cientistas.
     “Para a maioria das espécies de dinossauros dispomos de poucos exemplares, por isso temos uma compreensão muito incompleta do desenvolvimento da sua biologia”, acrescenta Josef Stiegler, também da Universidade George Washington e co-autor da descoberta. Nota, ainda, que o desaparecimento dos dentes nunca tinha sido observado antes em fósseis de animais extintos ou em répteis, mas este fenómeno encontra-se em certos animais existentes atualmente, como em peixes, num anfíbio e nos ornitorrincos.


Mariana Rocha (8.º A)


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Lithops, as "plantas-pedra"



     Lithops é um género botânico pertencente à família Aizoaceae.  Frequentemente chamadas de “pedras-vivas” ou "plantas-pedra" (do grego lithos = pedra e ops = forma), são plantas que crescem em zonas caracterizadas pelas chuvas estivais, sendo provenientes dos desertos da África do Sul e da Namíbia.
     As espécies de Lithops diferem nas suas cores, que podem ser extremamente variadas. Possuem um caule extremamente curto, que é subterrâneo, e formam grupos de duas folhas,sendo que estas são divididas somente por uma fissura de onde surgem as flores.  Deste pequeno orifício brotam, no período vegetativo, as novas folhas, enquanto as velhas se abrem e murcham. Frequentemente,  apresentam, ainda, "janelas", que correspondem a pequenas zonas translúcidas, sem clorofila, através das quais a luz chega aos órgãos subterrâneos da planta.
     Estas plantas surpreendem pela capacidade de camuflagem na Natureza, com as suas folhas com um formato semelhantes a pedras, porque, normalmente, germinam entre rochas. O objetivo destas formas é evitar que os animais das regiões desérticas se sirvam delas como alimento.
     Crescem durante todo o ano, com a possível exceção do pico do verão, uma vez que o período de crescimento ativo poderá não coincidir exatamente com o período em que devem ser regadas. As flores aparecem no outono, sendo caracterizadas por serem maiores do que o caule das plantas e, em parte, por se abrirem à noite.



Mariana Rocha (8.º A)


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Os maiores meteoritos

     Um corpo celeste que pesa 37 toneladas foi localizado e está exposto na reserva natural de Campo del Cielo, na província de Chaco, Argentina, onde há quatro mil anos terá ocorrido uma chuva de meteoritos. Com esta descoberta, a Argentina passou a ter o segundo e o terceiro maiores meteoritos descobertos na Terra. O terceiro foi encontrado na mesma província, em 1980. Todavia, pode haver novidades, uma vez que só cerca de um terço dos corpos celestes que caíram na região foram avistados.
     O maior meteorito conhecido pesa mais de 66 toneladas e foi encontrado na Namíbia, em 1920.


Duarte Duarte (7.ºA)

A digestão e saúde oral


Rodrigo Fernandes (6.º B)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

67% da vida selvagem global pode desaparecer até 2020

     Sabe-se que qualquer atividade exercida pelo Homem na natureza provocará impactos ambientais, podendo estes ser positivos ou negativos. Porém, nos últimos anos, o nosso planeta está a sofrer diversas alterações causadas pela desflorestação, pela extinção dos animais devido ao esgotamento dos recursos naturais e, ainda, pela poluição da água, do solo e do ar, que poderão levar o Mundo à degradação total, caso nenhuma atitude seja tomada.
     E foi isso mesmo que mostrou o relatório desenvolvido e publicado pela organização ambientalista World Wild Fund for Nature (WWF) no final de outubro, o que levou Trevor Hutchings - membro da associação já referida - a evidenciar que “nós conhecemos as causas deste declínio ambiental. Coisas como a poluição, o consumo excessivo, a destruição dos habitats, o uso excessivo de água, a pesca excessiva. Tudo isto é agravado pelos efeitos das alterações climáticas.”. De acordo com os resultados, estamos à beira de uma extinção em massa à escala planetária. De facto, as populações globais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 58% entre os anos de 1970 e 2012.
A coordenadora do relatório “Planeta Vivo”, Louise McRae, sublinha que “é importante saber que estas não são espécies que se estão a perder, ou mesmo populações que se estão a perder. Estes são declínios que ainda podem ser revertidos. Nós temos a oportunidade de podermos realmente fazer a diferença e começar a reverter estas tendências. “ Este documento afirma, ainda, que a situação é ainda mais preocupante para as espécies que vivem em água doce, que já diminuíram 81%. Já as espécies terrestres tiveram 38% de perdas e as marinhas 36%.
     Assim, estima-se que, em 2020, o planeta sofrerá uma grande reviravolta, já que nesse ano serão postos em prática os compromissos selados durante o acordo de Paris - além de entrar em vigor o novo plano de desenvolvimento sustentável no planeta, uma das principais esperanças.
     Marcos Lambertini, diretor geral da WWF Internacional, ainda acrescenta no relatório mencionado: “Sabemos o que é preciso para construir um planeta resiliente para as gerações futuras, só precisamos agir de acordo com esse conhecimento”.
     A WWF já está a trabalhar para melhorar este cenário, juntamente com empresas, governos e comunidades, reduzindo as emissões de carbono, evitando a perda de habitats, promovendo políticas de combate às alterações climáticas e explorando novas alternativas para alimentar a população de forma saudável, mas sem, em momento algum, ferir o meio ambiente.


Mariana Rocha (8.º A)


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O ciclo da água

Adaptado de:
CIBRÃO, C.; LEMOS, A.; CUNHA, R. & SALSA, J.  2016. Cientic 5. Porto Editora. Porto.

Inês Sousa (5.º A)