Fernando Jorge (6.ºA)
Neste espaço do Externato de Santa Joana poderás encontrar diversos materiais relacionados com as Ciências Físicas e Naturais e os teus próprios artigos de pesquisa ou de opinião, sempre que os queiras partilhar.
Nalgum lugar, há algo incrível à espera de ser conhecido.
Carl Sagan
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
O Ártico abrigou uma floresta há milhões de anos
A natureza não se cansa de nos surpreender. Os continentes já foram um só pedaço de terra, o deserto do Saara já teve vegetação e assim por diante. As transformações ocorridas por milhões de anos moldaram a realidade que conhecemos nos últimos séculos, porém descobertas recentes revelam detalhes incríveis e que somente com o auxílio da ciência podemos entender.
Por exemplo: consegue imaginar uma floresta onde, atualmente, é o Ártico? Provavelmente, não. Mas foram encontrados vestígios fósseis de uma floresta tropical com 380 milhões de anos no arquipélago norueguês de Svalbard. Os investigadores descobriram cepos fossilizados de árvores que estavam preservados ainda debaixo de terra.
As ilhas de Svalbard, hoje no oceano Ártico, estavam há centenas de milhões de anos localizadas perto do equador e, pelo movimento das placas tectónicas, deslocaram-se para o norte
“Estas florestas fósseis mostram-nos como era a vegetação e a paisagem no equador há 380 milhões de anos, quando as primeiras árvores apareceram na Terra”, diz um dos autores, Christopher Berry.
Esta era extremamente densa. Os fósseis de 380 milhões de anos foram identificados como sendo de Protolepidodendropsis pulchra, uma espécie extinta de licopódios, que foram das primeiras plantas na Terra com sistemas de transporte de seiva, água e sais minerais. Foi também durante este período – o Devónico, na Era Paleozoica, há 420 a 360 milhões de anos – que ocorreu uma enorme redução de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. “O aparecimento das árvores é a causa mais provável desta diminuição do CO2, porque as plantas absorviam-no através da fotossíntese e incorporavam-no nos tecidos, tal como o processo de formação dos solos”, continua Christopher Berry.
A floresta descoberta em Svalbard é apenas um pouco mais recente do que a única outra floresta fossilizada conhecida: a floresta de Gilboa, nos Estados Unidos, descoberta em 2012. "É como descobrir o equivalente botânico de pegadas de dinossauros", diz o Dr. William Stein, um dos autores da pesquisa da floresta de Gilboa. Estima-se que esta tenha existido há 385 milhões de anos. "Foi preservada de tal forma que fomos capazes, literalmente, de caminhar entre as árvores, observando de que tipos eram, onde estiveram e quanto tinham crescido", conta Stein.
Por exemplo: consegue imaginar uma floresta onde, atualmente, é o Ártico? Provavelmente, não. Mas foram encontrados vestígios fósseis de uma floresta tropical com 380 milhões de anos no arquipélago norueguês de Svalbard. Os investigadores descobriram cepos fossilizados de árvores que estavam preservados ainda debaixo de terra.
| Paisagem de Svalbard |
“Estas florestas fósseis mostram-nos como era a vegetação e a paisagem no equador há 380 milhões de anos, quando as primeiras árvores apareceram na Terra”, diz um dos autores, Christopher Berry.
Esta era extremamente densa. Os fósseis de 380 milhões de anos foram identificados como sendo de Protolepidodendropsis pulchra, uma espécie extinta de licopódios, que foram das primeiras plantas na Terra com sistemas de transporte de seiva, água e sais minerais. Foi também durante este período – o Devónico, na Era Paleozoica, há 420 a 360 milhões de anos – que ocorreu uma enorme redução de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. “O aparecimento das árvores é a causa mais provável desta diminuição do CO2, porque as plantas absorviam-no através da fotossíntese e incorporavam-no nos tecidos, tal como o processo de formação dos solos”, continua Christopher Berry.
A floresta descoberta em Svalbard é apenas um pouco mais recente do que a única outra floresta fossilizada conhecida: a floresta de Gilboa, nos Estados Unidos, descoberta em 2012. "É como descobrir o equivalente botânico de pegadas de dinossauros", diz o Dr. William Stein, um dos autores da pesquisa da floresta de Gilboa. Estima-se que esta tenha existido há 385 milhões de anos. "Foi preservada de tal forma que fomos capazes, literalmente, de caminhar entre as árvores, observando de que tipos eram, onde estiveram e quanto tinham crescido", conta Stein.
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| Representação da floresta de Svalbard |
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| William Stein e a Floresta de Gilboa |
Adaptado de: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/floresta-tropical-fossilizada-descoberta-no-arctico-1718070
Mariana Rocha (7.ºA)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
A digestão no ser humano e noutros mamíferos
Fernando Jorge (6.ºA)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Os animais marinhos - Moluscos
Duarte Duarte (6.ºA)
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Uma das luas de Marte vai esmigalhar-se e dar um anel ao planeta
Marte tem duas luas, Fobos e Deimos. A maior, Fobos, está a aproximar-se lentamente de Marte. Até agora não se sabia se isso a levaria à sua desintegração ou à colisão com o planeta.
Dois investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, prevêem que dentro de 20 a 40 milhões de anos, a lua Fobos se despedaçará e os seus fragmentos vão dar origem a um anel. Assim, num futuro longínquo, o planeta vermelho terá como companheiros uma lua e um anel.
No caso de Fobos, à medida que se aproxima de Marte, aumentam as tensões gravíticas a que está sujeito. A atração exercida pela gravidade de um corpo maior provoca “forças de maré” num corpo mais pequeno, fazendo com que se estique e encolha. As forças de maré são as mesmas forças que provocam as marés na Terra e resultam, neste caso, da força da Lua e do Sol sobre a massa oceânica. Quando um corpo é sólido, como Fobos, estas forças causam tensões que resultam em fraturas. Para deduzir o desfecho desta aproximação, a equipa estimou a coesão dos materiais de Fobos, baseando-se em dados geológicos e usando modelos geotécnicos. As rochas e as poeiras resultantes da desintegração da lua continuarão a orbitar Marte e distribuir-se-ão rapidamente em volta do planeta, formando um anel. Se neste processo se formarem fragmentos muito coesos, eles continuarão a aproximar-se de Marte, acabando por colidir com o planeta, originando então mais crateras de impacto na sua superfície.
Tushar Mittal, um dos autores do estudo, explica que é provável que existissem muitas mais luas em redor dos planetas do sistema solar e que elas se tenham desintegrado e formado anéis. Pensa-se mesmo que esta seja a origem dos anéis dos planetas exteriores. “Ao contrário da nossa Lua, que se afasta da Terra alguns centímetros por ano, Fobos está a aproximar-se de Marte alguns centímetros por ano. Por isso, é inevitável que colida ou se desintegre”, refere Benjamim Black, coautor do estudo publicado na última edição da revista Nature Geoscience. “Uma das nossas motivações para estudar Fobos é que nos permite desenvolver ideias sobre os processos sofridos por uma lua à medida que se move em direção a um planeta.”
Atualmente, só se conhece mais uma outra lua do sistema solar que se está a aproximar do seu planeta — Tritão, em órbita de Neptuno.
Dois investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, prevêem que dentro de 20 a 40 milhões de anos, a lua Fobos se despedaçará e os seus fragmentos vão dar origem a um anel. Assim, num futuro longínquo, o planeta vermelho terá como companheiros uma lua e um anel.
No caso de Fobos, à medida que se aproxima de Marte, aumentam as tensões gravíticas a que está sujeito. A atração exercida pela gravidade de um corpo maior provoca “forças de maré” num corpo mais pequeno, fazendo com que se estique e encolha. As forças de maré são as mesmas forças que provocam as marés na Terra e resultam, neste caso, da força da Lua e do Sol sobre a massa oceânica. Quando um corpo é sólido, como Fobos, estas forças causam tensões que resultam em fraturas. Para deduzir o desfecho desta aproximação, a equipa estimou a coesão dos materiais de Fobos, baseando-se em dados geológicos e usando modelos geotécnicos. As rochas e as poeiras resultantes da desintegração da lua continuarão a orbitar Marte e distribuir-se-ão rapidamente em volta do planeta, formando um anel. Se neste processo se formarem fragmentos muito coesos, eles continuarão a aproximar-se de Marte, acabando por colidir com o planeta, originando então mais crateras de impacto na sua superfície.
Tushar Mittal, um dos autores do estudo, explica que é provável que existissem muitas mais luas em redor dos planetas do sistema solar e que elas se tenham desintegrado e formado anéis. Pensa-se mesmo que esta seja a origem dos anéis dos planetas exteriores. “Ao contrário da nossa Lua, que se afasta da Terra alguns centímetros por ano, Fobos está a aproximar-se de Marte alguns centímetros por ano. Por isso, é inevitável que colida ou se desintegre”, refere Benjamim Black, coautor do estudo publicado na última edição da revista Nature Geoscience. “Uma das nossas motivações para estudar Fobos é que nos permite desenvolver ideias sobre os processos sofridos por uma lua à medida que se move em direção a um planeta.”
Atualmente, só se conhece mais uma outra lua do sistema solar que se está a aproximar do seu planeta — Tritão, em órbita de Neptuno.
| Representação artística do futuro anel de Marte |
Adaptado de: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/uma-das-luas-de-marte-vai-esmigalharse-e-dar-um-anel-ao-planeta-1715686
Mariana Rocha (7.º ano)
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Cimeira do Clima em Paris
Le Bourget, 14 quilómetros a norte de Paris, é o palco da XXI conferência do clima, que começa hoje e termina no dia 11 de dezembro. Todos os anos acontece esta reunião, mas neste ano as expectativas estão mais elevadas, pois espera-se que os líderes dos países das Nações Unidas se entendam quanto a um novo acordo em questões climáticas, uma vez que os prazos previstos no acordo anterior, o Protocolo de Quioto, já foram ultrapassados.
Segundo a organização, 40 mil delegados e 147 líderes mundiais, entre os quais Barack Obama (presidente dos Estados Unidos da América) e Xi Jinping (presidente da China), participam hoje na abertura das negociações. António Costa, novo primeiro-ministro português, também estará presente na COP 21.
O objetivo da encontro é definir alguns compromissos entre os responsáveis pelos diversos países, no sentido de diminuir a emissão de gases poluentes, para diminuir os efeitos do aquecimento global no planeta.
A imagem abaixo representa os principais países emissores de gases com efeito de estufa e as propostas apresentadas por estes.
Portugal tem tentado reduzir a emissão destes poluentes encontrando alternativas para algumas atividades mais prejudiciais ao ambiente, nomeadamente apostando em energias renováveis para a produção de energia, a atividade mais poluente de todas (ver imagem seguinte).
Segundo a organização, 40 mil delegados e 147 líderes mundiais, entre os quais Barack Obama (presidente dos Estados Unidos da América) e Xi Jinping (presidente da China), participam hoje na abertura das negociações. António Costa, novo primeiro-ministro português, também estará presente na COP 21.
O objetivo da encontro é definir alguns compromissos entre os responsáveis pelos diversos países, no sentido de diminuir a emissão de gases poluentes, para diminuir os efeitos do aquecimento global no planeta.
A imagem abaixo representa os principais países emissores de gases com efeito de estufa e as propostas apresentadas por estes.
Portugal tem tentado reduzir a emissão destes poluentes encontrando alternativas para algumas atividades mais prejudiciais ao ambiente, nomeadamente apostando em energias renováveis para a produção de energia, a atividade mais poluente de todas (ver imagem seguinte).
Adaptado de: http://economico.sapo.pt/noticias/cimeira-do-clima-quase-150-lideres-mundiais-em-paris_236195.html
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Sistema respiratório humano
Alexandre Pires (6.ºA)
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Segundo país nuclear em África
O Gana, país da África Ocidental, será o segundo país do continente a produzir energia nuclear. Junta-se à África do Sul. Esta aspiração remonta já à década de 1960. A primeira central nuclear será construída até 2020 e prevê-se que esteja em funcionamento em 2025.
Numa altura em que muitos países estão a fechar centrais nucleares (ver este link) e a procurar outras formas de produção de energia mais amigas do ambiente, esta é uma notícia pouco animadora, uma vez que as centrais nucleares podem trazer muitos riscos, tanto para o planeta, como para as populações humanas, como se viu aquando do desastre em Fukushima, no Japão (que podemos relembrar aqui).
Numa altura em que muitos países estão a fechar centrais nucleares (ver este link) e a procurar outras formas de produção de energia mais amigas do ambiente, esta é uma notícia pouco animadora, uma vez que as centrais nucleares podem trazer muitos riscos, tanto para o planeta, como para as populações humanas, como se viu aquando do desastre em Fukushima, no Japão (que podemos relembrar aqui).
| Localização do Gana (Fonte: Wikipedia) |
![]() |
| Central nuclear em França (Fonte: https://uranium235thermodynamics.wordpress.com/) |
Duarte Duarte (6.ºA)
Adaptado de:
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Asteroide gigantesco próximo da Terra
O grande asteroide 2015 TB145, apelidado de "Spooky" ou "Assustador” esteve muito próximo do nosso planeta no passado dia 31 de outubro de 2015. Este fez a sua máxima aproximação com a Terra a uma distância segura, a cerca de 0,0147 UA (praticamente a mesma distância da Terra à Lua). Apesar de ter sido considerado como "potencialmente perigoso”, não houve qualquer tipo de risco de impacto.
Coincidentemente, este fenómeno aconteceu no famoso Dia Das Bruxas, o que fez com que ficasse conhecido como o Asteroide do Dia das Bruxas. Trata-se apenas de uma coincidência, como já referido anteriormente, e não há qualquer relação com o famoso feriado norte-americano.
Coincidentemente, este fenómeno aconteceu no famoso Dia Das Bruxas, o que fez com que ficasse conhecido como o Asteroide do Dia das Bruxas. Trata-se apenas de uma coincidência, como já referido anteriormente, e não há qualquer relação com o famoso feriado norte-americano.
Adaptado de: http://www.galeriadometeorito.com/2015/10/asteroide-gigantesco-2015-tb145-no-dia-31-outubro-2015.html#.VkpD_HbhDcc
Mariana Rocha (7.º ano)
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Uma bebé, duas cabeças
Uma criança do sexo feminino nasceu, na quarta-feira passada à noite, com duas cabeças, num hospital do Bangladesh, encontrando-se na unidade de cuidados intensivos com dificuldades respiratórias.
A criança nasceu num hospital de Brahmanbaria, 120 quilómetros a leste de Daca, tendo sido transferida, de imediato, para o maior hospital da capital do Bangladesh.
Abu Kawsar, diretor do Standard Hospital of Total Care, em Daca, diz que os testes iniciais dão conta de que a bebé tem apenas um conjunto de órgãos vitais. “À exceção de duas cabeças, a bebé tem tudo o resto normal”, afirma.
“Quando vi a minha bebé fiquei sem saber o que pensar. Ela nasceu com duas cabeças perfeitamente desenvolvidas. Está a comer pelas duas bocas e a respirar pelos dois narizes”, disse à France Presse o pai, Jamal Mia, dando graças por a mulher e a filha estarem vivas.
Entretanto, milhares de pessoas estão a acorrer ao Hospital de Brahmanbaria desde o anúncio do nascimento de um “bebé milagroso". “A cidade inteira está a deslocar-se ao hospital e até há pessoas que vêm de outras localidades nos arredores", acrescenta Abu Kawsar, salientando que foi “importante” a bebé ter sido transferida para outro hospital, pois “seria certamente difícil controlar” a multidão.
A última vez que o Bangladesh assistiu ao nascimento de uma criança com duas cabeças foi em 2008. Poucos dias após o nascimento, a criança viria, porém, a morrer, o que também poderá acontecer com esta recém-nascida.
A criança nasceu num hospital de Brahmanbaria, 120 quilómetros a leste de Daca, tendo sido transferida, de imediato, para o maior hospital da capital do Bangladesh.
Abu Kawsar, diretor do Standard Hospital of Total Care, em Daca, diz que os testes iniciais dão conta de que a bebé tem apenas um conjunto de órgãos vitais. “À exceção de duas cabeças, a bebé tem tudo o resto normal”, afirma.
“Quando vi a minha bebé fiquei sem saber o que pensar. Ela nasceu com duas cabeças perfeitamente desenvolvidas. Está a comer pelas duas bocas e a respirar pelos dois narizes”, disse à France Presse o pai, Jamal Mia, dando graças por a mulher e a filha estarem vivas.
Entretanto, milhares de pessoas estão a acorrer ao Hospital de Brahmanbaria desde o anúncio do nascimento de um “bebé milagroso". “A cidade inteira está a deslocar-se ao hospital e até há pessoas que vêm de outras localidades nos arredores", acrescenta Abu Kawsar, salientando que foi “importante” a bebé ter sido transferida para outro hospital, pois “seria certamente difícil controlar” a multidão.
A última vez que o Bangladesh assistiu ao nascimento de uma criança com duas cabeças foi em 2008. Poucos dias após o nascimento, a criança viria, porém, a morrer, o que também poderá acontecer com esta recém-nascida.
Adaptado de: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-11-12-Um-bebe-duas-cabecas.-Aconteceu-no-Bangladesh-
Mariana Rocha (7.º ano)
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
O problema das carne vermelhas
Cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, mostram que o consumo de carne vermelha pode aumentar significativamente o risco de cancro de mama em mulheres que já passaram da menopausa.
Citando ainda pesquisas britâncias, um estudo realizado pela Open University, publicado numa edição do início de 2006 da revista científica Cancer Research, mostra que uma dieta rica em carne vermelha tem maior probabilidade de causar cancro, porque o alimento danificaria o DNA, sendo que estudos anteriores tinham estabelecido a ligação entre o cancro do intestino e a ingestão de grandes quantidades de carne vermelha.
Todavia, com um consumo moderado e sadio de carne vermelha, pode-se manter uma vida saudável.
Citando ainda pesquisas britâncias, um estudo realizado pela Open University, publicado numa edição do início de 2006 da revista científica Cancer Research, mostra que uma dieta rica em carne vermelha tem maior probabilidade de causar cancro, porque o alimento danificaria o DNA, sendo que estudos anteriores tinham estabelecido a ligação entre o cancro do intestino e a ingestão de grandes quantidades de carne vermelha.
Todavia, com um consumo moderado e sadio de carne vermelha, pode-se manter uma vida saudável.
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carne_vermelha
José Alexandre Pires (6.º ano)
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Há 300 milhões de anos já existiam animais que regeneravam membros
Uma equipa de cientistas identificou a regeneração de membros em fósseis de animais com quase 300 milhões de anos, segundo um estudo publicado na revista Nature. Para os cientistas, poderá restar um vestígio deste mecanismo molecular de regeneração no ADN de todos os tetrápodes, o grupo de animais onde estão os anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Os humanos conseguem reconstruir o fígado se ele for parcialmente destruído. Para isso, há multiplicação das células e uma organização precisa dos vários tecidos que compõem aquele órgão. Mesmo assim, o novo fígado não recupera a antiga forma, algo que é fundamental na regeneração de um membro: um braço depende da sua forma para ser um braço. E, uma vez perdidos um braço ou uma perna ficam perdidos para sempre. É uma obra complexa.
Mas a natureza está aí para mostrar alternativas: as lagartixas perdem facilmente a cauda quando são apanhadas por um predador. E volta a crescer, não uma cauda, mas uma pseudo-cauda: continua a cumprir uma função de equilíbrio, mas a arquitetura interna é diferente, pois, em vez de haver uma coluna vertebral, forma-se cartilagem. A verdadeira capacidade de regeneração cabe às salamandras e aos tritões: os únicos tetrápodes que voltam a reconstruir uma cauda ou uma pata com todos os tecidos internos.
O novo trabalho publicado na Nature contradiz esta perspetiva. A equipa de investigadores do Instituto para a Evolução e para a Ciência da Biodiversidade de Leibniz, na Alemanha, foi estudar fósseis de tetrápodes que viveram há cerca de 300 milhões de anos, 80 milhões de anos antes de as salamandras surgirem no registo fóssil. “Os fósseis usados no nosso estudo representam membros de diferentes grupos de anfíbios da era Paleozoica”, afirma Nadia Fröbisch, uma das autoras do trabalho.
A equipa estudou espécies de Temnospondyli, entre as quais está um antepassado antigo das salamandras, e espécies de Lepospondyli, um grupo que está mais próximo dos amniotas – os tetrápodes completamente terrestres, que deram origem aos répteis, aos mamíferos e às aves.
Os cientistas notaram marcas de regeneração ao compararem a pata traseira esquerda com a pata traseira direita. “Num dos lados, os ossos dos membros estão bem diferenciados e ossificados de acordo com o estado de desenvolvimento de todo o fóssil, mas do outro lado só os ossos da perna junto ao tronco estão bem desenvolvidos, enquanto os ossos mais distantes se encontram mais imaturos, indicando que estão em regeneração”, acrescenta a cientista.
Os humanos conseguem reconstruir o fígado se ele for parcialmente destruído. Para isso, há multiplicação das células e uma organização precisa dos vários tecidos que compõem aquele órgão. Mesmo assim, o novo fígado não recupera a antiga forma, algo que é fundamental na regeneração de um membro: um braço depende da sua forma para ser um braço. E, uma vez perdidos um braço ou uma perna ficam perdidos para sempre. É uma obra complexa.
Mas a natureza está aí para mostrar alternativas: as lagartixas perdem facilmente a cauda quando são apanhadas por um predador. E volta a crescer, não uma cauda, mas uma pseudo-cauda: continua a cumprir uma função de equilíbrio, mas a arquitetura interna é diferente, pois, em vez de haver uma coluna vertebral, forma-se cartilagem. A verdadeira capacidade de regeneração cabe às salamandras e aos tritões: os únicos tetrápodes que voltam a reconstruir uma cauda ou uma pata com todos os tecidos internos.
O novo trabalho publicado na Nature contradiz esta perspetiva. A equipa de investigadores do Instituto para a Evolução e para a Ciência da Biodiversidade de Leibniz, na Alemanha, foi estudar fósseis de tetrápodes que viveram há cerca de 300 milhões de anos, 80 milhões de anos antes de as salamandras surgirem no registo fóssil. “Os fósseis usados no nosso estudo representam membros de diferentes grupos de anfíbios da era Paleozoica”, afirma Nadia Fröbisch, uma das autoras do trabalho.
A equipa estudou espécies de Temnospondyli, entre as quais está um antepassado antigo das salamandras, e espécies de Lepospondyli, um grupo que está mais próximo dos amniotas – os tetrápodes completamente terrestres, que deram origem aos répteis, aos mamíferos e às aves.
Os cientistas notaram marcas de regeneração ao compararem a pata traseira esquerda com a pata traseira direita. “Num dos lados, os ossos dos membros estão bem diferenciados e ossificados de acordo com o estado de desenvolvimento de todo o fóssil, mas do outro lado só os ossos da perna junto ao tronco estão bem desenvolvidos, enquanto os ossos mais distantes se encontram mais imaturos, indicando que estão em regeneração”, acrescenta a cientista.
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| Exemplo de Amniota - Tartaruga |
| Fóssil de anfíbio do grupo Temnospondyli |
Adaptado de: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/ha-300-milhoes-de-anos-ja-existiam-animais-que-regeneravam-membros-1712668
Mariana Rocha (7.º ano)
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Nível do mar sobe há 150 anos
Um grupo de cientistas analisou as oscilações do nível do mar nos últimos 35 mil anos com base nas mudanças no volume de gelo na terra. E concluiu que, nos últimos 150 anos, o nível da água subiu vários milímetros por ano.
Por sua vez, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – composto por 90 especialistas – prevê que, até 2100, o nível do mar aumente 40 ou 60 centímetros, e um metro até 2300.
Por sua vez, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – composto por 90 especialistas – prevê que, até 2100, o nível do mar aumente 40 ou 60 centímetros, e um metro até 2300.
Duarte Duarte (6.º ano)
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