Luís David e António Bessa (5.º A)
Neste espaço do Externato de Santa Joana poderás encontrar diversos materiais relacionados com as Ciências Físicas e Naturais e os teus próprios artigos de pesquisa ou de opinião, sempre que os queiras partilhar.
Nalgum lugar, há algo incrível à espera de ser conhecido.
Carl Sagan
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
terça-feira, 18 de outubro de 2016
A Casa do Penedo - Flintstones à Portuguesa
Deves conheces Fafe, pelo menos de ouvir falar: é uma pequena cidade situada no norte do país. Mas nem todos conhecem uma atração turística local que cada vez chama mais a atenção de arquitetos e designers por todo o mundo...
Em plena Serra de Fafe, entre a cidade do mesmo nome e Cabeceiras de Basto, situada na região norte de Portugal, encontra-se uma casa que anda a despertar a curiosidade dos internautas de todo o mundo pela sua originalidade. Construída entre quatro rochas gigantes, a Casa do Penedo é mais do que uma residência rural perdida no interior de um pequeno país na orla ocidental da Europa.
À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flintstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspeto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.
Nos últimos meses, tornou-se comum os habitantes da região verem desfilar os turistas que procuram a Casa de Pedra. O proprietário, Vítor Rodrigues, já não habita a casa que aos domingos é visitada por dezenas de pessoas. Apesar do interesse que desperta pelo mundo fora, tem sofrido atos de vandalismo que põem em causa a sua conservação.
Agora, já sabes, este é um bom sitio para visitar! :D
Em plena Serra de Fafe, entre a cidade do mesmo nome e Cabeceiras de Basto, situada na região norte de Portugal, encontra-se uma casa que anda a despertar a curiosidade dos internautas de todo o mundo pela sua originalidade. Construída entre quatro rochas gigantes, a Casa do Penedo é mais do que uma residência rural perdida no interior de um pequeno país na orla ocidental da Europa.
À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flintstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspeto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.
Nos últimos meses, tornou-se comum os habitantes da região verem desfilar os turistas que procuram a Casa de Pedra. O proprietário, Vítor Rodrigues, já não habita a casa que aos domingos é visitada por dezenas de pessoas. Apesar do interesse que desperta pelo mundo fora, tem sofrido atos de vandalismo que põem em causa a sua conservação.
Agora, já sabes, este é um bom sitio para visitar! :D
Leonardo Moreira (7.º A)
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Viver sem beber água
As gazelas-girafas têm duas características únicas no mundo animal: além do seu pescoço longo e fino que lembra as girafas e do formato das orelhas, que as distingue dos restantes antílopes, podem viver sem beber água.Esta espécie vive em regiões áridas da África e, de acordo com os cientistas, na sua adaptação ao ambiente, adquiriu a capacidade de hidratar-se apenas com a humidade das plantas que ingere. Outra marca da sua adequação são as patas traseiras fortes que lhe permitem comer folhas situadas acima dos dois metros de altura.
Duarte Duarte (7.º A)
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Onde nos situamos no nosso imenso Universo? (2016)
Os alunos do 7.º ano foram novamente desafiados pela professora de Físico-Química a escreverem uma carta a um "amigo extraterrestre" (que vive fora do nosso Superenxame Local) com o objetivo de o fazer chegar até às suas casas. Eis alguns dos resultados:
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Atlanterhavsveien (Noruega)
A Estrada do Atlântico (Atlanterhavsveien, em norueguês), é um exemplo de engenharia de construção que tem em conta as severas condições de choque entre a água do mar, a estrutura da estrada e das suas pontes, a salinidade da água e o cuidado ao conduzir-se nessa estrada na Noruega.
É uma espetacular via que, desde a costa continental da Noruega, salta de ilha em ilha até chegar a Averøy, num percurso fantástico através de pontes que se retorcem sobre o mar. A sua construção começou em 1983 e foi marcada pela luta contra os elementos. São pouco mais de oito quilómetros de percurso, que incluem oito pontes sobre o oceano.
A costa muito recortada, e por vezes íngreme, dos fiordes e ilhas da Noruega manteve durante séculos muitas povoações só acessíveis por via marítima, até à construção desta estrada, concluída em 1989.
É uma espetacular via que, desde a costa continental da Noruega, salta de ilha em ilha até chegar a Averøy, num percurso fantástico através de pontes que se retorcem sobre o mar. A sua construção começou em 1983 e foi marcada pela luta contra os elementos. São pouco mais de oito quilómetros de percurso, que incluem oito pontes sobre o oceano.
A costa muito recortada, e por vezes íngreme, dos fiordes e ilhas da Noruega manteve durante séculos muitas povoações só acessíveis por via marítima, até à construção desta estrada, concluída em 1989.
Retirado de:
Leonardo Moreira (7.º A)
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Tigre-de-Bengala
O tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris), também conhecido como tigre-indiano, é um grande felino e uma das seis subespécies de tigre restantes, sendo a segunda maior, ficando atrás apenas do tigre siberiano. O seu nome deve-se à sua presença em Bengala ocidental, próxima do Golfo de Bengala.
É uma das espécies mais ameaçadas de extinção entre os grandes felinos do planeta, seja pela caça ilegal ou pela destruição do seu habitat. Estima-se que em 2008 existiam apenas cerca de 500 tigres-de-bengala livres no planeta; três das nove subespécies de tigres que existiam no planeta já estão extintas, e outras tendem a desaparecer pelo cruzamento entre subespécies diferentes e pela ação do homem.
Fundações como a WWF (World Wide Fund for Nature) tomaram a frente da responsabilidade de propiciar a preservação dos tigres, mais especificamente do tigre-de-bengala, tigre-de-Sumatra e do tigre-siberiano (ainda mais raros). Estima-se que o número de tigres na Ásia hoje seja 40% menor do que em 1995, graças a esforços e ajuda humanitária, cerca de 15% já foi recuperado.
É uma das espécies mais ameaçadas de extinção entre os grandes felinos do planeta, seja pela caça ilegal ou pela destruição do seu habitat. Estima-se que em 2008 existiam apenas cerca de 500 tigres-de-bengala livres no planeta; três das nove subespécies de tigres que existiam no planeta já estão extintas, e outras tendem a desaparecer pelo cruzamento entre subespécies diferentes e pela ação do homem.
Fundações como a WWF (World Wide Fund for Nature) tomaram a frente da responsabilidade de propiciar a preservação dos tigres, mais especificamente do tigre-de-bengala, tigre-de-Sumatra e do tigre-siberiano (ainda mais raros). Estima-se que o número de tigres na Ásia hoje seja 40% menor do que em 1995, graças a esforços e ajuda humanitária, cerca de 15% já foi recuperado.
Retirado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tigre-de-bengala
Leonardo Moreira (7.º A)
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Tsunami/Maremoto
Um tsunami, por vezes também chamado maremoto, é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de um corpo de água, como um oceano ou um grande lago. Os tsunamis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico: aproximadamente 195 eventos desse tipo já foram registados. Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, os tsunamis podem devastar regiões costeiras.
Sismos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefactos nucleares no mar),deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.
O historiador grego Tucídides foi o primeiro a relacionar um tsunami a sismos submarinos, mas a compreensão da natureza do tsunami permaneceu incipiente até ao século XX e ainda é objeto de pesquisa. Muitos textos antigos geológicos, geográficos e oceanográficos referem-se a tsunamis como ondas sísmicas do mar.
Algumas condições meteorológicas, tais como depressões (atmosféricas) profundas que provocam ciclones tropicais, podem gerar uma tempestade chamada meteotsunami, com a elevação do nível de grande massa de água vários metros acima do normal. A elevação vem da grande redução de pressão atmosférica no centro da depressão em relação ao seu entorno. Atingindo a costa podem assemelhar-se (embora não o sejam) a tsunamis, inundando vastas áreas de terra. Uma onda desse tipo inundou a Birmânia (Myanmar), em maio de 2008.
Sismos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefactos nucleares no mar),deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.
Algumas condições meteorológicas, tais como depressões (atmosféricas) profundas que provocam ciclones tropicais, podem gerar uma tempestade chamada meteotsunami, com a elevação do nível de grande massa de água vários metros acima do normal. A elevação vem da grande redução de pressão atmosférica no centro da depressão em relação ao seu entorno. Atingindo a costa podem assemelhar-se (embora não o sejam) a tsunamis, inundando vastas áreas de terra. Uma onda desse tipo inundou a Birmânia (Myanmar), em maio de 2008.
Retirado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tsunami
Leonardo Moreira (7.º A)
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Icnofósseis - Penha Garcia
Quando vislumbramos a região de Penha Garcia, da aldeia de Monsanto, sobressai na planura a serra do Ramiro, prolongada na serra da Gorda. Este relevo esconde um outro alinhamento, correspondente às serras da Ribeirinha e da Cacheira. As duas cristas, constituídas por rochas muito resistentes à erosão – os quartzitos –, datadas do Arenigiano (490 a 480 milhões de anos) e formadas a partir da deposição de sedimentos no litoral, correspondem aos flancos da grande dobra em U que, irrompendo da campina raiana em Aranhas, se prolonga quase ininterruptamente muito para além da fronteira, atravessando várias províncias espanholas. São os testemunhos de uma colisão continental que, há mais de 300 milhões de anos, terá constituído, deformado e levantado, em grande extensão, o que é hoje o território continental português.
Em Penha Garcia, a ausência de fósseis esqueléticos contrasta com a abundância e a diversidade em vestígios de atividades paleobiológicas (icnofósseis), distribuídos por toda a formação quartzítica. Os mais notáveis são pistas do tipo Cruziana, resultado da escavação do substrato, por ação dos apêndices locomotores de trilobites, na tentativa de obtenção de alimento. Trata-se de sulcos essencialmente horizontais, bilobados, com uma crista central mais ou menos definida, apresentando intrincados padrões ornamentais de estrias.
Em Penha Garcia, a ausência de fósseis esqueléticos contrasta com a abundância e a diversidade em vestígios de atividades paleobiológicas (icnofósseis), distribuídos por toda a formação quartzítica. Os mais notáveis são pistas do tipo Cruziana, resultado da escavação do substrato, por ação dos apêndices locomotores de trilobites, na tentativa de obtenção de alimento. Trata-se de sulcos essencialmente horizontais, bilobados, com uma crista central mais ou menos definida, apresentando intrincados padrões ornamentais de estrias.
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| Cruziana, pistas resultantes da passagem de trilobites, seres marinhos que viveram entre há 542-250 M.a. |
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| Lajes de quartzito quase verticalizadas por ação de forças tectónicas |
A tectónica fez um trabalho magnífico em Penha Garcia; verticalizou grandes lajes com inúmeros icnofósseis, particularmente Cruziana, que só muito mais tarde foram expostas pelo encaixe do rio Pônsul. Alguns dos exemplares de Cruziana aqui encontrados figuram entre os mais bem preservados que se conhecem a nível mundial e alguns deles impressionam pelas suas dimensões, sugerindo terem sido produzidos por animais com cerca de 0,5 m de comprimento.
Adaptado de Carvalho, C. N. in Geonovas, n.º 18, 2004
Duarte Lourenço (7.º A)
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
A lua Europa tem um oceano interior e está a lançá-lo (aos poucos) para o espaço
O telescópio espacial Hubble detetou a ejeção de materiais da superfície de um dos 66 satélites naturais de Júpiter - Europa. A agência espacial norte-americana NASA, numa conferência de imprensa realizada muito recentemente, afirma que esta lua expele materiais em forma de plumas, que poderão ser formadas por vapor de água. A sua superfície é constituída por uma camada de gelo cheia de estrias (traços) e tudo indica que, por baixo deste gelo, existe um oceano líquido.
Europa e Encelado, uma das luas de Saturno, apresentam-se como dois dos locais do Sistema Solar que os astrónomos e os astrobiólogos mais anseiam explorar. Qualquer sítio onde haja água líquida no espaço é especial, já que a água, juntamente com a matéria orgânica e o calor, é um ingrediente fundamental para a existência de vida como a que conhecemos. Nem sequer é obrigatória a existência de luz solar, pois há outras formas de receção de calor para além da emissão desta luz. No caso de Encelado, a sonda Cassini, da NASA, detetou, em 2005, plumas no pólo sul desta lua, com pedaços de gelo e água. Uma década mais tarde, confirmou-se a existência de um oceano total por baixo da camada superficial de gelo. Tanto nesta lua de Saturno como em Europa, pensa-se que a energia necessária para produzir água líquida é originada pelas forças gravíticas entre as luas e os seus planetas. Em Europa - uma das quatro luas de Júpiter detetadas no início do século XVII por Galileu -, calcula-se que o seu oceano interior, escondido por uma camada de gelo de várias dezenas de quilómetros de espessura que cobre toda a lua, tenha o dobro da água dos oceanos da Terra. Mas, no caso da segunda, as suas plumas parecem muito mais difíceis de detetar do que as da primeira. Para se confirmar que as plumas são de facto plumas, serão necessárias mais observações semelhantes, mas com uma técnica completamente diferente. Enquanto não houver novos instrumentos, como o futuro telescópio espacial James Webb (da NASA), cabe aos cientistas gizarem experiências inéditas com os instrumentos atualmente existentes. Esta descoberta deverá agora por equipas de astrónomos de todo o mundo a trabalhar para esse fim.
A NASA está a programar uma missão a Europa para a próxima década. Com mais informação sobre o padrão e a geografia destas plumas, será possível usar essa sonda para analisar diretamente o que se liberta misteriosamente do interior daquela lua, e assim tentar responder a uma das perguntas mais importantes da humanidade: haverá vida fora da Terra?
Europa e Encelado, uma das luas de Saturno, apresentam-se como dois dos locais do Sistema Solar que os astrónomos e os astrobiólogos mais anseiam explorar. Qualquer sítio onde haja água líquida no espaço é especial, já que a água, juntamente com a matéria orgânica e o calor, é um ingrediente fundamental para a existência de vida como a que conhecemos. Nem sequer é obrigatória a existência de luz solar, pois há outras formas de receção de calor para além da emissão desta luz. No caso de Encelado, a sonda Cassini, da NASA, detetou, em 2005, plumas no pólo sul desta lua, com pedaços de gelo e água. Uma década mais tarde, confirmou-se a existência de um oceano total por baixo da camada superficial de gelo. Tanto nesta lua de Saturno como em Europa, pensa-se que a energia necessária para produzir água líquida é originada pelas forças gravíticas entre as luas e os seus planetas. Em Europa - uma das quatro luas de Júpiter detetadas no início do século XVII por Galileu -, calcula-se que o seu oceano interior, escondido por uma camada de gelo de várias dezenas de quilómetros de espessura que cobre toda a lua, tenha o dobro da água dos oceanos da Terra. Mas, no caso da segunda, as suas plumas parecem muito mais difíceis de detetar do que as da primeira. Para se confirmar que as plumas são de facto plumas, serão necessárias mais observações semelhantes, mas com uma técnica completamente diferente. Enquanto não houver novos instrumentos, como o futuro telescópio espacial James Webb (da NASA), cabe aos cientistas gizarem experiências inéditas com os instrumentos atualmente existentes. Esta descoberta deverá agora por equipas de astrónomos de todo o mundo a trabalhar para esse fim.
A NASA está a programar uma missão a Europa para a próxima década. Com mais informação sobre o padrão e a geografia destas plumas, será possível usar essa sonda para analisar diretamente o que se liberta misteriosamente do interior daquela lua, e assim tentar responder a uma das perguntas mais importantes da humanidade: haverá vida fora da Terra?
Mariana Rocha (8.º A)
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Megalodonte / Megalodon
Carcharodon megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre há 20 e 16 milhões de anos atrás no período Miocénico, no Oceano Pacífico.
Os seus dentes eram, em muitos aspetos, similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que podia superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Foi por causa dos seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa "dente enorme".
O tamanho desta criatura era entre 15 e 20 metros, com um peso que podia chegar às 50 toneladas. O megalodonte era três vezes maior que o tubarão-branco atual. As primeiras reconstituições, com comprimentos que podiam chegar aos 10 metros, consideram-se de maneira geral, pouco precisas.
Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos inclinam-se para o nome Carcharocles, enquanto outros (sobretudo especialistas em biologia marinha) mantêm a ligação com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Existe a teoria de que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sobrevivência dos tubarões, permitindo que as baleias pudessem estar a salvo deles durante o verão. Mas não nos esqueçamos que os oceanos da Terra ainda não foram totalmente explorados...
Será que um tubarão de 20 metros como o megalodonte estará por aí nos oceanos da Terra?
E tu, acreditas que o megalodonte ainda existe?
Os seus dentes eram, em muitos aspetos, similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que podia superar os 17 centímetros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são produto de um processo de evolução convergente. Foi por causa dos seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa "dente enorme".
O tamanho desta criatura era entre 15 e 20 metros, com um peso que podia chegar às 50 toneladas. O megalodonte era três vezes maior que o tubarão-branco atual. As primeiras reconstituições, com comprimentos que podiam chegar aos 10 metros, consideram-se de maneira geral, pouco precisas.
Em 1995, foi feita uma proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos inclinam-se para o nome Carcharocles, enquanto outros (sobretudo especialistas em biologia marinha) mantêm a ligação com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.
Existe a teoria de que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sobrevivência dos tubarões, permitindo que as baleias pudessem estar a salvo deles durante o verão. Mas não nos esqueçamos que os oceanos da Terra ainda não foram totalmente explorados...
Será que um tubarão de 20 metros como o megalodonte estará por aí nos oceanos da Terra?
E tu, acreditas que o megalodonte ainda existe?
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Carcharodon_megalodon
Leonardo Moreira (7.º A)
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Dragão-marinho-arbusto
Pertencentes à família Syngnathidae, os cavalos-marinhos são animais marinhos particularmente interessantes e peculiares. Entre as suas singularidades, incluem-se a morfologia única do corpo, o modo invulgar como nadam – na vertical – e a sua biologia reprodutiva - é o macho quem incuba os ovos. São carnívoros e, geralmente, alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e vermes. Porém, há outras espécies bastante peculiares desta família, como é o caso da espécie Phycodurus eques (os dragões-marinhos-arbusto).
Os dragões-marinhos-arbusto têm algumas características em comum com os cavalos-marinhos, entre as quais a forma como é a reprodução, a aparente lentidão na locomoção e a morfologia do seu corpo. Porém, os primeiros possuem uns apêndices que se assemelham perfeitamente com algas, sendo que dependem desta camuflagem para escapar dos famintos predadores. Estas saliências até imitam perfeitamente o movimento da vegetação marinha, nadando de maneira rítmica e ondulante.
Este disfarce sofisticado ainda lhes possibilita uma aproximação sorrateira das suas presas.
Alimentam-se sobretudo de camarões e misidáceos (um grupo de pequenos animais parecidos com o camarão). “O disfarce é tão bom que os camarões não os consideram uma ameaça”, diz David Hall, um observador que estudou esta espécie. Simplesmente, devora as pequenas presas à medida que nadam, sugando-os rapidamente com seu focinho longo e engolindo-os por inteiro. Estas rápidas caçadas são intercaladas por longos períodos - de até três dias - em que estes ficam imóveis e capturam qualquer presa que passar por perto.
Tanto os cavalos-marinhos como os dragões-marinhos-arbusto não são tão lentos como imaginámos. Segundo uma pesquisa feita por cientistas americanos há cerca de três anos, estas duas espécies animais são na verdade engenhosas e cruéis predadoras. A aparente lentidão na locomoção é uma estratégia para estes animais capturarem mais facilmente alimento. Desta forma, aproximam-se devagar das suas presas, sem despertar a atenção destas. A estrutura do focinho destas espécies está preparada para que esta técnica resulte, pois cria poucas ondulações na água, disfarçando a aproximação de possíveis pequenos crustáceos.
Esta espécie tem sido ameaçada e poderá, brevemente, entrar em vias de extinção, devido, principalmente, à poluição e à pesca excessiva. Por essa razão, foi considerada uma espécie protegida em 1991, estando a sua captura sujeita a um regulamento rígido.
Os dragões-marinhos-arbusto têm algumas características em comum com os cavalos-marinhos, entre as quais a forma como é a reprodução, a aparente lentidão na locomoção e a morfologia do seu corpo. Porém, os primeiros possuem uns apêndices que se assemelham perfeitamente com algas, sendo que dependem desta camuflagem para escapar dos famintos predadores. Estas saliências até imitam perfeitamente o movimento da vegetação marinha, nadando de maneira rítmica e ondulante.
Este disfarce sofisticado ainda lhes possibilita uma aproximação sorrateira das suas presas.
Alimentam-se sobretudo de camarões e misidáceos (um grupo de pequenos animais parecidos com o camarão). “O disfarce é tão bom que os camarões não os consideram uma ameaça”, diz David Hall, um observador que estudou esta espécie. Simplesmente, devora as pequenas presas à medida que nadam, sugando-os rapidamente com seu focinho longo e engolindo-os por inteiro. Estas rápidas caçadas são intercaladas por longos períodos - de até três dias - em que estes ficam imóveis e capturam qualquer presa que passar por perto.
Tanto os cavalos-marinhos como os dragões-marinhos-arbusto não são tão lentos como imaginámos. Segundo uma pesquisa feita por cientistas americanos há cerca de três anos, estas duas espécies animais são na verdade engenhosas e cruéis predadoras. A aparente lentidão na locomoção é uma estratégia para estes animais capturarem mais facilmente alimento. Desta forma, aproximam-se devagar das suas presas, sem despertar a atenção destas. A estrutura do focinho destas espécies está preparada para que esta técnica resulte, pois cria poucas ondulações na água, disfarçando a aproximação de possíveis pequenos crustáceos.
Esta espécie tem sido ameaçada e poderá, brevemente, entrar em vias de extinção, devido, principalmente, à poluição e à pesca excessiva. Por essa razão, foi considerada uma espécie protegida em 1991, estando a sua captura sujeita a um regulamento rígido.
Adaptado de:
Mariana Rocha (8.º A)
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
O fim dos maiores primatas
O gorila-de-grauer é o maior primata do mundo (os machos podem atingir os 200 quilos de peso e 1,7 metros de altura). Tem corpo compacto, mãos grandes e focinho curto. Vive no leste da República Democrática do Congo.
Em menos de duas décadas, o número de gorilas-de-grauer passou de 17 000 para 3800. Uma das causas é a ocupação humana da floresta, destruindo o habitat da espécie para exploração das minas. Sem recursos alimentares, os trabalhadores recorrem aos animais selvagens para se alimentarem.
Em menos de duas décadas, o número de gorilas-de-grauer passou de 17 000 para 3800. Uma das causas é a ocupação humana da floresta, destruindo o habitat da espécie para exploração das minas. Sem recursos alimentares, os trabalhadores recorrem aos animais selvagens para se alimentarem.
Duarte Duarte (7.º A)
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Cratera de Darvaza
A Cratera de Darvasa - também chamada de Porta para o Inferno - é um campo de gás natural com um diâmetro de 70 metros localizado na aldeia de Darvaz, na província de Ahal, no Turquemenistão. Esta pequena aldeia está situada no deserto Karakum, que é muito rico em petróleo, enxofre - daí sentir-se o intenso cheiro específico do enxofre à distância - e gás natural.
Esta cratera tem uma origem bastante peculiar. Em 1971, um grupo de engenheiros da União Soviética acamparam numa região próxima da atual cratera, a fim de estudar aquele espaço, pois pensavam que se tratava de um campo de petróleo, uma boa fonte para exploração petrolífera e de gás natural. Com uma plataforma de perfuração, avaliaram a quantidade de gás e petróleo disponíveis no local, o que os levou a perceber que estes recursos naturais existiam em grandes quantidades e que podiam ser perfeitamente aproveitados.
Armazenaram algum do gás aí presente, mas, durante a exploração, foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás tóxico. A dado momento da expedição, o solo onde se encontrava a dita plataforma ruiu, abrindo uma grande cratera que engoliu os equipamentos utilizados nos trabalhos e estudos dos engenheiros. Deste fenómeno não resultaram vítimas mortais, mas o gás que foi libertado para a atmosfera foi nocivo para a saúde das populações locais, criando inúmeros e graves problemas ambientais.
Temendo a libertação de mais gases nocivos da cratera, os cientistas decidiram queimá-lo. Eles consideraram que seria mais seguro incendiá-lo do que extraí-lo do subsolo, pois isso exigiria processos caros. Em termos ambientais, a queima do gás é a solução mais coerente quando as circunstâncias são tais que ele não pode ser extraído para uso. O gás metano lançado na atmosfera também é um perigoso gás de efeito de estufa.
Naquele tempo, as expectativas eram de que o gás iria queimar durante alguns dias, mas, passadas quatro décadas e meia, ainda está a arder, não havendo previsão de quando as labaredas irão finalmente cessar, visto que a quantidade de gás que ainda existe nas profundezas da cratera é incerta.
Há cerca de seis anos, o presidente do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, visitou o local e ordenou que o buraco fosse fechado ou que fossem tomadas medidas para limitar a sua influência sobre o desenvolvimento de outros campos de gás natural na área. No entanto, a sua ideia não foi bem aceite pelos turistas, de tal forma que o governante mudou de opinião.
Esta cratera tem uma origem bastante peculiar. Em 1971, um grupo de engenheiros da União Soviética acamparam numa região próxima da atual cratera, a fim de estudar aquele espaço, pois pensavam que se tratava de um campo de petróleo, uma boa fonte para exploração petrolífera e de gás natural. Com uma plataforma de perfuração, avaliaram a quantidade de gás e petróleo disponíveis no local, o que os levou a perceber que estes recursos naturais existiam em grandes quantidades e que podiam ser perfeitamente aproveitados.
Armazenaram algum do gás aí presente, mas, durante a exploração, foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás tóxico. A dado momento da expedição, o solo onde se encontrava a dita plataforma ruiu, abrindo uma grande cratera que engoliu os equipamentos utilizados nos trabalhos e estudos dos engenheiros. Deste fenómeno não resultaram vítimas mortais, mas o gás que foi libertado para a atmosfera foi nocivo para a saúde das populações locais, criando inúmeros e graves problemas ambientais.
Temendo a libertação de mais gases nocivos da cratera, os cientistas decidiram queimá-lo. Eles consideraram que seria mais seguro incendiá-lo do que extraí-lo do subsolo, pois isso exigiria processos caros. Em termos ambientais, a queima do gás é a solução mais coerente quando as circunstâncias são tais que ele não pode ser extraído para uso. O gás metano lançado na atmosfera também é um perigoso gás de efeito de estufa.
Naquele tempo, as expectativas eram de que o gás iria queimar durante alguns dias, mas, passadas quatro décadas e meia, ainda está a arder, não havendo previsão de quando as labaredas irão finalmente cessar, visto que a quantidade de gás que ainda existe nas profundezas da cratera é incerta.
Há cerca de seis anos, o presidente do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, visitou o local e ordenou que o buraco fosse fechado ou que fossem tomadas medidas para limitar a sua influência sobre o desenvolvimento de outros campos de gás natural na área. No entanto, a sua ideia não foi bem aceite pelos turistas, de tal forma que o governante mudou de opinião.
Adaptado de: http://engeoweb.blogspot.pt/2013/05/marcas-eternas-cratera-de-darvaz.html https://pt.wikipedia.org/wiki/Cratera_de_Darvaz
http://www.mundointrigante.com.br/cratera-darvaz-porta-inferno/ http://maravilhosomundo.com.br/wp-content/uploads/2013/11/vulcao.png
Mariana Rocha (8.º A)
terça-feira, 26 de julho de 2016
Buracos azuis
Os buracos azuis - também chamados muitas vezes de cavernas verticais - são cavernas subaquáticas, consideradas falhas geológicas e que se podem encontrar em pleno oceano. A cor exótica deve-se à baixa temperatura da água, mas, ao contrário dos buracos negros, os azuis têm profundidade conhecida. Podem-se formar de várias maneiras. O Grande Buraco Azul, por exemplo, formou-se há milhares de anos, devido à ocorrência de precipitação que, de forma gradual, corroeu as rochas vulcânicas da região, que contêm titânio e que foram transportadas até ao oceano. Já o Watling, também nas Bahamas, fica no meio da terra e formou-se por causa de uma enorme erosão de calcário no local e devido à ocorrência excessiva de precipitação.
Descobertos pela primeira vez por Jacques-Yves Cousteau (um oficial da marinha francesa, documentarista, cineasta, oceanógrafo e inventor mundialmente conhecido do século XX), são atração turística, em especial para mergulhadores, tanto profissionais como amadores. Para além disso, devido às suas qualidades térmicas e condições de segurança, atraem grande diversidade de vida marinha, incluindo peixes tropicais, tubarões de várias espécies e formações de corais. O buraco azul mais profundo conhecido (até ao momento) é o Dean’s Blue Hole, que fica em Long Island, nas Bahamas.
Uma caverna submersa no Belize confirmou as causas que levaram ao fim da civilização Maia, através de análises realizadas há alguns anos a minerais, sedimentos e corais. Esta pesquisa mostrou que houve um período de seca extrema entre 800 d.C e 900 d.C, que coincide com o momento em que a civilização Maia começou a diminuir. A partir daí, os Maias entraram em declínio económico e cultural, perderam influência com a ascensão de outros povos e acabaram dominados pelos espanhóis.
Descobertos pela primeira vez por Jacques-Yves Cousteau (um oficial da marinha francesa, documentarista, cineasta, oceanógrafo e inventor mundialmente conhecido do século XX), são atração turística, em especial para mergulhadores, tanto profissionais como amadores. Para além disso, devido às suas qualidades térmicas e condições de segurança, atraem grande diversidade de vida marinha, incluindo peixes tropicais, tubarões de várias espécies e formações de corais. O buraco azul mais profundo conhecido (até ao momento) é o Dean’s Blue Hole, que fica em Long Island, nas Bahamas.
Uma caverna submersa no Belize confirmou as causas que levaram ao fim da civilização Maia, através de análises realizadas há alguns anos a minerais, sedimentos e corais. Esta pesquisa mostrou que houve um período de seca extrema entre 800 d.C e 900 d.C, que coincide com o momento em que a civilização Maia começou a diminuir. A partir daí, os Maias entraram em declínio económico e cultural, perderam influência com a ascensão de outros povos e acabaram dominados pelos espanhóis.
Adaptado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_azul
Mariana Rocha (7.º A)
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