quarta-feira, 21 de junho de 2017

Identificação de vítimas de um desastre em massa


     Nos últimos dias temos acompanhado a situação de catástrofe causada pelos incêndios que ano após ano teimam em visitar-nos nas épocas mais quentes do ano.
     Após o combate às chamas e a ajuda às populações afetadas, há uma questão que se coloca nestes casos: como identificar as vítimas de um desastre de massa, como este?
     Uma das maneiras de identificar os cadáveres de um incêndio é através de registos dentários. A par da molécula de ADN e das impressões digitais, os registos dentários fazem parte das chamadas técnicas primárias de identificação. Nos cadáveres que ficaram carbonizados não há impressões digitais, como terá ocorrido nalgumas das vítimas deste incêndio, que terá começado em Pedrógão Grande.
     Quando as temperaturas são muito elevadas, a partir dos 400 graus Celsius, o material genético dos ossos também fica destruído. Nestas situações, procura-se então utilizar a medicina dentária forense como técnica primária de identificação dos corpos. Para tal, tem de haver forma de fazer uma comparação entre os dentes da pessoa e o seu registo dentário. “Precisa de haver registos dentários. Se a pessoa nunca foi ao dentista, não se pode identificar [pelo menos desta maneira] ”, como afirmou a antropóloga forense Eugénia Cunha.
     Também o ADN é uma técnica comparativa (tal como as impressões digitais). E essa comparação pode igualmente revelar-se complicada. “Se dentro de um carro ficou uma família – os pais e os filhos –, interessa saber quem é quem. Na medida do possível, temos de procurar a linha familiar direta, como os avós”, refere a antropóloga, para que assim o material genético dos ocupantes do carro possa ser comparado com o desses outros familiares e chegar-se a uma identificação.
     Já quando o grau de destruição é grande, os corpos podem ficar reduzidos a fragmentos. “A identificação com base em fragmentos é uma atribuição da antropologia forense. Pode encontrar-se um fator individualizante de identificação, como um tratamento médico ou uma prótese, que podem permitir a identificação”, explica ainda Eugénia Cunha.
     A antropologia forense faz assim parte das chamadas técnicas secundárias de identificação dos restos mortais de uma pessoa – se é homem, se é mulher, adulto ou criança, a sua origem geográfica, a estatura e, depois, os tais fatores individualizantes de identificação (como por exemplo: se nos ossos das vítimas se encontram os vestígios de uma fratura óssea antiga pode perguntar-se às famílias de quem morreu se essas pessoas tiveram alguma fratura). Outras técnicas secundárias são as medidas de identificação circunstancial. “Por exemplo, documentos que possam ter consigo, objetos pessoais ou roupas que sejam identificáveis” ou, no caso dos corpos carbonizados nos carros, até a matrícula pode ajudar a essa identificação.

Mariana Rocha (8.º A)
 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Trezentas ilhas vão submergir

     No arquipélago de San Blas, região autónoma do Panamá no mar das Caraíbas, há mais de 300 ilhas paradisíacas condenadas a desaparecer do mapa. As causas são a subida do nível do mar, por causa das alterações climáticas, e a atividade do povo guna, que, ao destruir os corais, provoca erosão da costa.


Duarte Duarte (7.º A)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Artigos sobre espécies em perigo de extinção

     Os alunos do 8.º ano foram desafiados a escrever um artigo sobre uma espécie em perigo, de qualquer parte do mundo, apresentando a espécie, as razões da sua situação de iminente desaparecimento, bem como medidas que estejam a ser tomadas para o evitar. Apresenta-se uma pasta onde os trabalhos enviados poderão ser consultados.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Espécies de peixe em perigo são reintroduzidas em Sintra e Monchique

     Sessenta escalos do Sul e quinhentas bogas do Sudoeste foram libertados nos seus habitats naturais em Sintra e em Monchique, respetivamente. Estes peixes de água doce estão em perigo de extinção devido à redução das populações no meio natural, provocada por vários fatores, entre eles o facto de estarem “expostas à seca grave, (ficando reduzidas a poças de água), a muita poluição, a espécies americanas invasoras mais agressivas que comem as que estão cá e pela ação humana, que, bem intencionada, ao limpar as ribeiras, destrói a vegetação das margens onde as espécies mais pequenas se escondem para se abrigar das maiores”, explica Fátima Gil, do Aquário do Vasco da Gama.
     Os escalos e as bogas são criados em cativeiro para, segundo a mesma especialista, “manter o stock das espécies” e “voltar a repovoar” quando estas estiverem extintas, como é o caso atual. Estas espécies são descendentes de exemplares capturados nos rios onde vão ser lançados de forma a “não introduzir alterações genéticas”.


     Deste modo, o Aquário Vasco da Gama reintroduziu-as, numa altura em que estão reunidas “as condições favoráveis, porque há água e as espécies estão na altura da desova”, afirma Fátima Gil.


Mariana Rocha (8.º A)


terça-feira, 2 de maio de 2017

Esta lagarta acha que os sacos de plástico são muito saborosos

     Uma equipa de cientistas descobriu que a espécie Galleria mellonella, também conhecida por traça-da-cera, cujas lagartas normalmente se deliciam com o mel e a cera das abelhas, também se alimentam de plástico. E quando dizemos plástico, referimo-nos a polietileno, um dos materiais plásticos mais resistentes e que estão na composição dos sacos de plástico das compras. Ou seja, estas lagartas podem ajudar a combater a poluição de plástico no planeta.

     Só se é lagarta uma vez na vida de um inseto lepidóptero. No caso da Galleria mellonella, que se encontra por toda a Europa (incluindo Portugal), apenas é lagarta durante seis a sete semanas e cresce a uma temperatura de 28 a 34 graus Celsius. Durante esse tempo, esta lagarta produz seda e faz o seu casulo. Para isso, tem de comer muito.

     Federica Bertocchini é apicultora nas horas vagas. Em 2012, quando estava a limpar as colmeias que tem em casa, reparou que algumas lagartas da traça-da-cera que tinha guardado tinham comido o saco de plástico onde estavam. Esse foi então o ponto de partida para a sua investigação, uma vez que quis perceber por que é que estas lagartas se satisfaziam com o plástico dada a sua resistência e o facto de ser difícil de degradar - ao todo, um saco de plástico demora quase 100 anos a decompor-se completamente e os mais resistentes levam cerca de 400 anos.


     O anúncio da nova refeição das lagartas da traça-da-cera pode vir a ser uma boa notícia para o ambiente. O polietileno representa cerca de 92% da produção de plástico e 40% do material dos sacos de plástico. Todos os anos são produzidos cerca de 80 milhões de toneladas de polietileno no mundo. Estima-se ainda que todos os anos cada pessoa use mais de 230 sacos de plástico, o que corresponde a mais de 100000 toneladas deste tipo de plástico. “Encontrámos um mecanismo capaz de biodegradar o polietileno”, sublinha a apicultora.

     Quanto ao futuro destas lagartas, depois de saciadas por mel ou plástico (e combaterem a poluição), é o mesmo de todas as outras: transformam-se em traças esvoaçantes.


Mariana Rocha (8.ºA)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Seca mata vida de um rio

     O rio Pilcomayo, que separa o Paraguai e a Argentina, está a secar. No passado verão – que no hemisfério sul começa a 21 de dezembro – atingiu o nível mais baixo dos últimos 19 anos. A situação foi tão grave que provocou a morte de grande parte da fauna, entre peixes, crocodilos e capivaras, e também de vacas dos criadores que dependem do rio para dar de beber aos animais.


Duarte Duarte (7.º A)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dodó - uma ave não voadora, a espécie extinta das Ilhas Maurícias

     O dodó, também chamado de dronte (nome científico: Raphus cucullatus), foi uma ave não‐voadora endémica das ilhas Maurícias, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste de África, perto de Madagáscar.
     A ave mais próxima geneticamente foi a também extinta Solitário-de-Rodrigues, também da subfamília Raphidae, da família dos pombos; sendo que a mais semelhante ainda viva é o Pombo-de-Nicobar. Durante algum tempo, pensou-se erradamente que o dodó branco existisse na ilha de Reunião.
     O dodó tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 a 18 quilogramas na natureza. A aparência externa é evidenciada apenas por pinturas e textos escritos no século XVII e, por causa dessa considerável variabilidade, levando-se em conta que poucas descrições são conhecidas, a aparência exata é um mistério. Também não se conhece exatidão o seu habitat e comportamento. Tem sido descrito com plumagem cinza acastanhada, patas amarelas, um tufo de penas na cauda, cabeça cinza sem penas, e bico preto, amarelo e verde. A moela ajudava a ave a digerir os alimentos, incluindo frutas, e acredita-se que o principal habitat tenha sido as florestas costeiras nas áreas mais secas da ilha. Presume-se que o dodó tenha deixado de voar devido à facilidade de se obter alimento e a relativa inexistência de predadores na ilha Maurícia.
     A primeira menção ao dodó que se conhece pertenceu a marinheiros holandeses em 1598. Nos anos seguintes, o pássaro foi caçado por marinheiros famintos. Os seus animais domésticos e espécies invasoras foram introduzidas durante esse tempo, competindo com a espécie.
     A última ocasião em que comprovadamente o dodó foi visto data de 1662. A extinção não foi imediatamente noticiada e alguns consideraram-na uma criatura mítica. No século XIX, pesquisas conduziram a uma pequena quantidade vestígios, quatro espécimes trazidos para a Europa no século XVII. Desde então, uma grande quantidade de material subfóssil foi recolhido nas Maurícias, a maioria no pântano Mare aux Songes. A extinção do dodó, apenas um século após a sua descoberta, chamou a atenção para um problema previamente desconhecido da humanidade: o desaparecimento por completo de diversas espécies.


Henrique Carvalho (5.º A)

terça-feira, 7 de março de 2017

Maior reserva de água do mundo

     Na região da Amazónia brasileira existe uma reserva de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Chama-se SAGA (Sistema Aquífero Grande Amazónia) e foi descoberta por pesquisadores da Universidade Federal do Pará.
     Enquanto a ciência e a tecnologia não inventam uma maneira menos dispendiosa de disponibilizar essa água para uma vasta região do Brasil, sem poluição nem desperdício, ela abastece apenas as cidades do vale amazónico, como Manaus e Santarém.

 


Duarte Duarte (7.º A)


segunda-feira, 6 de março de 2017

O sistema cardiovascular

     Apresentam-se, de seguida, dois trabalhos sobre o sistema cardiovascular humano, realizados, de forma voluntária e generosamente apresentados nas aulas de Ciências Naturais pelo João Rocha e pelo Tomás Barreiro, do 6.º B. Uma excelente partilha!

Tomás Barreiro (6.º B)

João Rocha (6.º B)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Silicose

     É o nome científico de uma doença incurável, sendo que também pode ser designada por pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico - palavra que constitui a maior palavra da língua portuguesa, tendo 46 letras. A doença foi descoberta por Bernardino Ramazzini, em 1705.
     Trata-se de uma forma de pneumoconiose causada pela inalação de finas partículas de sílica cristalina e caracterizada por inflamação e cicatrização em forma de lesões nodulares nos lóbulos superiores do pulmão. Sendo o pó de sílica o elemento principal que constitui a areia, esta doença afeta, frequentemente, mineiros, cortadores de arenito e de granito, operários das fundições, oleiros e todos aqueles cujos trabalhos implicam a utilização de jatos de areia, a construção de túneis e o fabrico de sabões abrasivos, que requerem quantidades elevadas de pó de sílica, por exemplo.


     A silicose é uma condição progressiva, ou seja, os sintomas intensificam-se com o passar do tempo, dependendo sempre da exposição. Entre os sintomas, estão a diminuição da capacidade de respirar, tosse intensa, fraqueza, dores no peito, suores noturnos, perda de peso, febre e, em alguns casos, até cianose.
     Para se diagnosticar, em muitos dos casos, é necessário realizar alguns exames médicos, como, por exemplo, uma radiografia ao tórax, uma broncoscopia (um exame em que se passa um pequeno tubo flexível com uma câmara pela garganta do paciente, permitindo ver o tecido pulmonar, além de fazer uma pequena biópsia) e alguns testes para verificar o funcionamento dos pulmões.
     Como não tem cura, o seu tratamento visa aliviar os sintomas, complicações e evitar infeções respiratórias, daí a administração de medicamentos para a tosse, de antibióticos para infeções respiratórias, de máscaras de oxigénio e, em último recurso, pode-se recorrer ao transplante do pulmão afetado.
     Como prevenção, os trabalhadores devem utilizar máscaras especiais com respiradores e desempenhar as suas funções num local ventilado, por exemplo. Depois de diagnosticada a doença, os pacientes não deverão fumar, para assegurar, acima de tudo, que conseguem sobreviver durante meses ou, até, anos, o que, nos dias de hoje, já é possível.
     São muitas as complicações resultantes da silicose, sendo que é possível surgir a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), tuberculose, cancro do pulmão, artrite reumatoide, esclerodermia, enfisema e entre outras.


Mariana Rocha (8.º A)