terça-feira, 8 de março de 2016

Bactérias gostam destes lugares

     Os locais húmidos e os que acumulam lixo são ambientes perfeitos para os fungos e as bactérias se multiplicarem.
     Numa habitação, a casa de banho poderá ser o local mais contaminado. Não basta limpar, é preciso desinfetar e arejar. Numa escova de dentes sem escorrer e numa toalha de banho húmida, os microrganismos multiplicar-se-ão. Também na cozinha é preciso ter cuidado com a lavagem e o arejamento das esponjas, panos da louça e tábuas de cortar alimentos.
     O lava-louça e o lavatório, a banheira e o polibã, a máquina de lavar e o frigorífico (sobretudo as borrachas), o chão com restos de comida são habitat de mofo ou bolor. E não se podem esquecer os ambientes manuseados frequentemente: os aparelhos tecnológicos, as maçanetas, os brinquedos…

  Retirado de: http://www.audacia.org/v2/article/bacterias-gostam-destes-lugares/

Duarte Duarte (6.ºA)

segunda-feira, 7 de março de 2016

Animais Extintos

Apresento aqui alguns exemplos de  espécies de animais já extintas, que nunca mais poderão voltar a existir por causa de diversos fatores.

Dodó (Raphus cucullatus)
Com um nome divertido, o dodó, uma ave não voadora, com cerca de um metro de altura, das Ilhas Maurícias,  extinguiu-se no séc. XVII. A caça por humanos e seus animais domésticos e a invasão de outras espécies colaboraram para o desaparecimento desta espécie. Os marinheiros apenas tinham de se aproximar para os apanhar, pois estes não fugiam do ser humano.

Mamute (Mammuthus)
Parentes maiores e mais peludos dos elefantes, os mamutes extinguiram-se por volta do ano 1700 a.C., mas já quase tinham desaparecido no final da última glaciação (10.000 a.C.). As alterações climáticas  que ocorreram no planeta no final da Era Glaciar e a caça praticada pelo homem da pré-história  terão sido as causas da sua extinção.

Dudongo-de-steller  (Hydrodamalis gigas)
Também conhecido por vaca-marinha-de-steller, o Dudongo-de-steller foi uma espécie de mamífero marinho que se extinguiu no final do séc. XVIII. Era um animal herbívoro, media até 8 metros de comprimento e pesava entre 5 a 11 toneladas.
As causas da sua extinção foram a pesca excessiva pela procura da sua carne, que se assemelhava à da vaca, pele e gordura.A caça excessiva também tinha como alvos as lontras marinhas que se alimentavam, entre outras coisas, de ouriços do mar. Com os seus predadores em declínio, a população de ouriços explodiu e, como se alimentavam da mesma vegetação marinha, tornaram-se competidores do dugongo-de-steller.

Quagga (Equus quagga)
Ao contrário das zebras, estes animais apresentavam listas apenas na metade anterior do corpo. A  sua extinção em 1883 deveu-se à caça massiva pelo ser humano, que procurava a sua carne e pele. O facto de se alimentarem das pastagens do gado foi também um fator que levou ao seu extermínio.

Megalodonte (Carcharodon megalodon)
Também conhecido por tubarão branco-gigante  viveu entre há 20 e 16 milhões de anos atrás no Oceano Pacifico. Tinha  entre 15 e 20 metros, e um peso que podia chegar às 50 toneladas. Extinguiram-se quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sobrevivência dos tubarões, permitindo que as baleias, que eram o seu alimento, pudessem estar a salvo deles durante o verão.

Tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus)
O tilacino ficou conhecido por ser o maior marsupial carnívoro dos últimos tempos. Acredita-se que este animal – que é nativo da Austrália e da Papua Nova Guiné – tenha entrado em extinção no século XX. Pela sua pelagem listada nas costas, o tilacino também é conhecido por tigre-da-tasmânia ou lobo-da-tasmânia. A caça por recompensa foi o fator determinante no desaparecimento desta espécie, mas outros aspetos também contribuíram, como doenças, a introdução de cães e a invasão do Homem no seu habitat.

Alce-gigante (Megaloceros)
O alce-gigante – também chamado de alce-irlandês – é o maior cervo que já passou pela Terra. Como o próprio nome já diz, impressionava pelas suas imensas proporções. As discussões acerca dos motivos que levaram o mamífero à extinção têm como foco as hastes do animal e não o seu tamanho avantajado. Então, assim como aconteceu com muitos outros animais desta lista, a caça realizada pelos humanos foi um fator determinante para o desaparecimento da espécie.

Auroque (Bos primigenius)
Um dos animais extintos mais famosos da Europa, os auroques são um tipo de bovino bem maior do que o que conhecemos hoje. A caça desses animais era restrita somente aos nobres e seus empregados, mas, conforme o número de auroques foi diminuindo, a corte impediu a prática, sendo ainda necessário que fiscais de caça garantissem pasto e segurança para os bovinos. Quem fosse apanhado a  invadir as áreas dos animais podia até mesmo ser punido com a morte. O último exemplar da espécie morreu em 1627 na Polónia.

Leão-das-cavernas (Panthera leo spelaea)
O leão-das-cavernas – também conhecido como leão-europeu – é uma subespécie extinta que chegou ao nosso conhecimento através de fósseis e de uma grande variedade de arte pré-histórica. Esta subespécie representava um dos maiores leões de que se tem notícia. Em geral, estima-se que a subespécie tenha sido 5% a 10% maior do que os leões que conhecemos hoje. Tudo indica que eles foram extintos há cerca de 10 mil anos atrás, durante o último período glaciar (Idade do Gelo). Porém, existem indícios de que eles existiram recentemente até há 2 mil anos atrás, na região dos Balcãs, na Europa.

Pelas espécies de animais já extintas não podemos fazer mais nada senão recordá-las, mas pelas que estão agora em perigo podemos fazer tudo.

Adaptado de:
https://pt.wikipedia.org
 http://www.megacurioso.com.br

Guilherme Pereira (5.º B)


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ondas gravitacionais previstas por Einstein foram detetadas pela primeira vez em 100 anos

     A existência destas ondas, produzidas por eventos astronómicos cataclísmicos era a derradeira previsão ainda por confirmar da Teoria da Relatividade Geral. Tal como a queda de um seixo num lago produz ondinhas que deformam a superfície da água, elas deformam o “tecido” do espaço-tempo ao propagarem-se pelo Universo à velocidade da luz. Foi essa deformação, que foi agora detetada por uma colaboração científica internacional chamada LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory). Nos resultados que acabam de ser anunciados foi da ordem do milésimo do diâmetro de um protão, um dos constituintes do núcleo dos átomos.

     As ondas em causa foram emitidas pela colisão de dois buracos negros com cerca de 30 vezes a massa do nosso Sol, que ao girar em torno um do outro, foram descaindo e girando cada vez mais depressa até se fundirem e formarem um único buraco negro, gerando o “disparo” das ondas gravitacionais.

     O LIGO é constituído por duas construções, ambas nos Estados Unidos da América: uma em Livingston (Louisiana) e a outra em Hanford (Estado de Washington). Para Gabriela González, da Universidade Estadual da Louisiana e porta-voz do LIGO, a prova talvez mais convincente de que se tratava efetivamente da deteção direta de uma onda gravitacional foi que “sete milissegundos mais tarde, o mesmo sinal foi captado no LIGO de Hanford!”. O espaço-tempo foi deformado, durante um brevíssimo instante (uma fração de segundos) pelo eco de um evento cataclísmico que acontecera um dia, algures no Universo, que se propagou de um sítio para o outro.

     Por incrível que pareça, a forma do sinal detetado permitiu aos cientistas obter estas informações, pelo menos aproximadamente. Foi a fusão de dois buracos negros – com respetivamente 29 e 36 massas solares – ocorrida há uns 1300 milhões de anos, que gerou esta “violenta tempestade no espaço-tempo”.

                                     
                                  Descoberta das ondas gravitacionais                           Fusão de dois buracos negros (simulação)


Mariana Rocha (7.ºA)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Um primo bizarro das girafas

     Um estudo recente veio comprovar que um "primo" antigo das girafas tinha patas curtas e grossas, pescoço pequeno e a cabeça estava ornamentada por cornos em forma de leque.
   
     O Sivatherium giganteum, viveu há mais de um milhão de anos em África e na Ásia e extinguiu-se há cerca de 10.000 anos. Este animal da família dos girafídeos evoluiu separadamente da linhagem que depois conduziu até às girafas atuais, caracterizadas por pescoços muito longos e patas fininhas - atributos que começaram a surgir há cerca de 7,5 milhões de anos. Para além disso, dois dos cornos, situados no topo da cabeça, eram enormes – tinham pelo menos 70 centímetros de comprimento – e eram grossos dos lados como os dos alces. Os outros dois cornos, mais pequenos, encontravam-se por cima dos olhos. “Devia ser um animal impressionante”, resume o investigador.
   
     Os primeiros fósseis esta espécie foram descobertos na Índia em 1830, tendo sido apresentado como um ruminante de um novo género para a ciência e descrito como um animal cujo crânio era do tamanho do de um elefante que se acreditava que possuía uma tromba. “Quando se encontraram os primeiros fósseis do Sivatherium no início do século XIX, os paleontólogos nunca tinham visto nada assim e andaram às voltas para classificar que tipo de animal seria. Devido a um crânio grande e cornos elaborados, presumiram que o Sivatherium era um elo de ligação entre os elefantes, os rinocerontes e os antílopes”, explica um dos autores do novo estudo, Christopher Basu, do Colégio Real de Veterinária da Universidade de Londres. “Desenvolvimentos posteriores na paleontologia revelaram que o animal de aspeto bizarro era, na realidade, um primo próximo das girafas atuais”.

     A equipa, que inclui também investigadores da Universidade John Moores de Liverpool, no Reino Unido, fez agora a primeira reconstituição 3D em computador do esqueleto do Sivatherium graças a uma técnica chamada fotogrametria, que, utilizando fotografias, permite obter medições rigorosas de um objeto. A equipa tirou fotografias a uma coleção de ossos do antigo girafídeo que está no Museu de História Natural de Londres, o que possibilitou não só reconstituir digitalmente o seu esqueleto como fazer estimativas do peso e do tamanho do animal.

     “Reconstituímos o esqueleto com 26 ossos fossilizados do Sivatherium, o que nos permitiu reconstituir a cabeça, o pescoço e as patas”, explica por sua vez à agência de notícias AFP Christopher Basu.  Ainda assim, concluiu-se que “o Sivatherium giganteum não pesava tanto como um elefante-africano adulto (nem mesmo como um elefante-asiático), mas era certamente um grande girafídeo e talvez até tenha sido o maior mamífero ruminante que alguma vez existiu”.

Reconstituição tridimensional da espécie
Girafa atual
Adaptado de: https://www.publico.pt/ciencia/noticia/eis-um-antepassado-bizarro-das-girafas-1720131 
http://rsbl.royalsocietypublishing.org/content/12/1/20150940

Mariana Rocha (7.ºA)


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ajudar a curar os leprosos

     O Dia Mundial dos Leprosos celebrou-se no último domingo de janeiro, dia 31. De norte a sul de Portugal, decorreu o peditório nacional a favor destes doentes. As ações decorreram em paróquias, nas escolas, nas ruas… A lepra é uma doença infeciosa, que “apodrece” os nervos e a pele. Na sua origem estão carências ligadas à pobreza: a desnutrição e a falta de água potável e de higiene, e ainda a discriminação e o isolamento associados a estes doentes. Uma oferta contribui para a sua cura e integração social.


Duarte Duarte (6.ºA)




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Falcão-peregrino

     O falcão-peregrino é uma ave de rapina de médio porte que pode ser encontrada em todos os continentes exceto na Antártida. A espécie prefere habitats em zonas montanhosas ou costeiras, mas pode também ser encontrado em grandes cidades como Nova Iorque. Na América do Sul, ele só surge como espécie migratória. Como ave reprodutora, é substituído na América do Sul por uma espécie similar e um pouco menor, o falcão-de-peito-laranja. Atualmente a ave é considerada o animal mais veloz do mundo, podendo atingir cerca de 320 km/h ou mais.

Tomás Barreiro (5.º B)